A Marinha dos EUA em breve estará estreando o que eles chamam de submarino “mais avançado” do mundo, e, dado suas capacidades, não duvidamos de que seja. É o USS South Dakota, um navio da classe ‘Virgínia’ que será lançado em 2018 com o objetivo de lidar com os avanços navais das marinhas russa e chinesa, principalmente. O submarino terá uma tripulação de 132 homens e terá um comprimento de 112 metros, mas é realmente em suas características onde o navio se destaca.

O submarino possui um reator nuclear que permite mergulhar sem revestimento durante três meses e consegue atingir profundidades de até 240 metros. Seus sensores permitem detectar navios inimigos a uma distância de 4.800 quilômetros, e em vez de periscopios, o USS South Dakota levanta dois mastros com sensores de temperatura e luz com os quais reproduzem a imagem exterior com grande definição.

Este navio inovou mesmo em seu processo de produção: até à data, esta classe de submarinos foi dividida em dez seções, mas neste caso, essas seções foram reduzidas para quatro, reduzindo o tempo de fabricação e, claro, os custos. O submarino foi encomendado pela Marinha dos EUA em abril de 2016 e, como ressaltamos, será lançado no início do próximo ano. Esta classe de submarinos permite bombardear não apenas objetivos navais, mas também no continente, e até mesmo implantar tropas SEAL em missões especiais.

Mas o seu grande recurso reside no que o exército do país define como “superioridade acústica”, o que torna sua passagem praticamente imperceptível pelo inimigo e, acima de tudo, manter a liderança tecnológica e estratégica em uma “guerra” de tropas e navios não declarada com o exército russo. Nesse sentido, lembraremos que um submarino russo chegou às costas dos EUA em 2012 sendo detectado apenas no último momento.

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